Lívia Amorim

Lívia Amorim

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Lean Startup e Design Thinking: Como dar um start no seu negócio

Você tem uma startup em fase inicial? Pensa em abrir um negócio, mas as incertezas são grandes? Você já ouviu falar sobre lean startup? Essa metodologia criada por Eric Riese pode apresentar a solução para o seu negócio. Vamos falar de lean startup e design thinking para entender como você pode dar aquele start no seu negócio!

Startup é inovação

Antes, acreditava-se que qualquer empresa em seu estado inicial poderia ser considerada uma startup. No entanto, esse conceito já não é mais o mesmo. Hoje em dia, startup é entendida como:

Um modelo de negócios repetível e escalável que funciona em condições de extrema incerteza.

Portanto, para compreender esse conceito, é preciso saber o que é escalabilidade e o que caracteriza uma condição de extrema incerteza.

Ora, o objetivo de uma startup é criar um produto ou uma solução que os clientes tenham interesse e estejam dispostos a pagar. E quão mais rápido os clientes se interessarem, melhor. No entanto, qualquer solução inovadora está sujeita a rejeição. Dessa forma, não é possível saber se essa solução será sustentável; Isso consiste em uma condição de extrema incerta.

Além disso, caso a startup crie uma solução inovadora que é aceita pelo mercado, ela só alcançará sucesso caso seu negócio seja repetível e escalável. Mas não se preocupe! Separamos um artigo sobre escalabilidade especialmente para você.

Agora que você já está por dentro do que é um negócio escalável e repetível, fica a dúvida: Como fazer para criar uma solução que encante os clientes e leve a startup ao sucesso?

O que é a metodologia Design Thinking?

Desde o começo dos anos 2000, o Design Thinking vem se popularizando cada vez mais. Isso porque a IDEO, empresa considerada líder em inovação e criatividade, relevou que esse era o segredo do seu sucesso conquistado através dessa metodologia voltada para a resolução de problemas através da inovação e com foco no ser humano.

Inicialmente, o método foi criado com o objetivo de ser aplicado na área da educação. No entanto, muitas são as aplicabilidades desse processo criativo. Se a IDEO foi capaz de destacar-se no mercado através dele, porque uma startup também não poderia?

Não só uma startup, mas qualquer empresa pode inovar utilizando-se do Design Thinking. Por isso, esse método foi amplamente divulgado e popularizado.

A metodologia do design thinking é dividida em etapas. São elas: Empatia, definir, idear, prototipar, testar e implementar. Elas são extremamente úteis para o incentivo à comunicação e colaboração, além da geração de novas ideias.

Atualmente, é comum que as empresas se utilizem comumente desse processo. No entanto, vamos falar sobre as principais etapas. Se quiser conhecer todas, dá uma olhada aqui!

Os pilares do Design Thinking

Os pilares do design thinking são Empatia, Colaboração e Experimentação. Esses pilares são fundamentais para a implementação desse método de pensamento.

  • A empatia é fundamental em uma estratégia focada no ser humano. Através dela é possível depreender necessidades, desejos, problemas e frustrações do outro de forma a compreendê-las e descobrir quais as melhores atitudes para resolvê-las.
  • Essa abordagem pressupõe que a criação e maturação de ideais ocorre de forma plena e completa através da cooperação e colaboração. É um processo de criação no qual cada um tem uma papel relevante e importante na construção.
  • Por fim, mas não menos importante, encontra-se o pilar da experimentação. É através dela que mede-se a aplicabilidade e o sucesso de uma ideia em um determinado contexto. Somente por meio dos feedbacks é possível amadurecer as ideias e descobrir os erros, a fim de aperfeiçoá-los.

Portanto, de acordo com Tim Brown, CEO da IDEO:

“Design Thinking é uma abordagem que utiliza a amplitude de pensamento do designer e métodos para resolução de problemas, para atender às necessidades das pessoas de um modo tecnologicamente viável e comercialmente viável. Em outras palavras, o pensamento centrado no ser humano é a inovação”.

Lean Startup ou Startup Enxuta

O que é lean startup ou startup enxuta? Ela consiste em um conjunto de processos que se assemelham muito aos pilares do Design Thinking. No entanto, as práticas do lean startup foram criadas especificamente para que as startups alcancem o sucesso dentre as incertezas que lhe são próprias.

Essa prática surgiu como uma alternativa ao planejamento estratégico tradicional uma vez que ele leva meses para ser concluído. Tempo esse que as startups não têm a perder. Além disso, muitos outros recursos costumam ser gastos desnecessariamente, como é com recursos finaneiros.

Pensando nisso, Ries propõe que os projetos sejam encarados como experimentos de forma a testá-los, impedindo o desperdício de tempo e dinheiro. E garante que “O modelo da startup enxuta oferece um modo de testar essas hipóteses de maneira rigorosa, imediata e completa.” 

Aprendizagem validada

De acordo com o modelo de startup enxuta, as fases de uma startup são: Visão, Direção e Aceleração. Portanto, para dar um start assertivo é necessário entender bem a visão da empresa e saber se o seu produto/serviço é uma solução para algum problema do cliente.

Para isso, é necessário aplicar o conceito de aprendizagem validada que se dá através de algumas perguntas chave como:

  • O que devemos desenvolver e para quem?
  • Que mercado podemos ingressar e dominar?
  • Como podemos desenvolver um valor durável que não seja corroído pela concorrência?

O Design Thinking pode ajudá-lo a responder essas perguntas. Mas se você já tem o seu produto/serviço inovador e não sabe como colocá-lo em prática, agora é a hora de testar.

Pense nas seguintes perguntas quanto à solução que a sua empresa oferece:

  • Os consumidores reconhecem que têm o problema que estamos tentando solucionar?
  • Se houvesse uma solução, eles comprariam?
  • Comprariam de nós?
  • Conseguimos desenvolver uma solução para esse problema?

Pois bem, dentre as quatro perguntas acima, muitos empreendedores tendem a responder apenas a última. Claro, como responder as três primeiras? Simples: O cliente é aquele que deve responder e é através do feedback que a startup vai definir se segue em frente ou se faz uma pivotagem. O protótipo apresentado deve conter apenas as funções básicas de forma a não investir tanto tempo no desenvolvimento de uma solução que pode não ter um bom resultado.

Ao responder as questões anteriores você foi introduzido a um conceito importante: a aprendizagem validada. Ela só é possível através do feedback dos adotantes iniciais.

Feedback é sucesso

A aprendizagem validada garante que o negócio perpasse pelo ciclo de feedback: Construir-medir-aprender. Esse é o momento de descobrir o que precisa ser aprendido. Em seguida, utiliza-se da contabilidade associada à inovação para definir quais serão as métricas que apontarão se a startup está obtendo uma aprendizagem validada. Para, então, em seguida, descobrir que produto deve ser desenvolvido para executar o experimento e obter a medição determinada.

“Essa é a verdadeira produtividade da startup: descobrir de modo sistemático as coisas certas para desenvolver.”

Esse é um processo difícil por conta da própria natureza de uma startup. Para alcançar o sucesso uma startup deve aprender a solucionar o problema do usuário através da inovação. E isso deve ser feito no menor tempo possível, apenas com os recursos necessários.

Feedback é sucesso. Então dê o seu feedback pra gente: compartilhe esse artigo nas redes sociais e o avalie com estrelas!

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