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O que é e como aplicar o UX design
Livia Amorim

Livia Amorim

UX Design: projetando para o usuário

UX Design: projetando para o usuário
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UX é um termo que vem sendo cada vez mais usado. Será que ele se refere apenas ao design ou pode ser implementado em qualquer serviço? Qual a diferença que o User Experience pode oferecer ao seu negócio? 

UX é um termo que foi usado por Donald Norman e, por vezes, atribui-se a sua criação à ele. É uma sigla que, em português, significa, Experiência do Usuário. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um método ou uma tecnologia. Mas então afinal de contas: O que é UX?

Os fundamentos do UX

Esse termo é bastante utilizado por designers quando querem mencionar e colocar em pauta a relação do usuário com um produto ou serviço, seja ele um software, um app ou um sachê de maionese.

Portanto, não se trata do layout ou da interface de um sistema. Por isso UX não deve ser confundido com UI. Trata-se, na verdade, de projetar preocupando-se com o bem-estar do usuário de um determinado produto.

UX micro e macro

Existem duas formas de conceber a experiência do usuário: micro e macro. Compreendendo de forma micro, considera-se apenas uma parte da experiência que compõe o todo. Mas quando explora-se o macro, leva-se em consideração toda a experiência com o produto em questão.

Portanto, se um supermercado está preocupado em mudar os seus carrinhos de compra focando no bem-estar dos seus clientes, esse supermercado está focando em um UX micro. Afinal, a experiência como um todo, é composta por todo o processo de compra, desde a experiência com o carrinho no momento da chegada, até a saída do caixa. Esse processo total, é visto através da perspectiva macro.

Como projetar o UX?

O UX é a interseção entre o objetivo do negócio e os objetivos do usuário. Nessa interseção acontece a experiência do usuário. Uma boa experiência depende de uma boa entrega dessa interseção.

Portanto, é preciso saber o que o negócio procura e buscar alinhar isso com os desejos e expectativas dos usuários.

O lado do negócio

Geralmente, o negócio tem por objetivo principal o lucro. Mas mesmo assim, todos os objetivos, tanto primários como secundários, devem ser assertados em entrevistas e reuniões com os funcionários da empresa que estão envolvidos no projeto em questão.

Essa é a primeira camada de estratégia. Decide-se o objetivo do produto e para que ele serve. Então, alinha-se o discurso com a função. Afinal, é necessário cumprir com o prometido para não frustrar o usuário e quebrar as expectativas.

Uma dica interessante para evitar a frustração é definir poucos objetivos iniciais. Pois colocando muitas promessas logo de início existe a possibilidade de ocorrer maior dificuldade na execução do projeto. Um produto com poucas funções iniciais tem mais chance de cumprir bem as suas promessas, além de ser mais intuitivo e de fácil utilização. Se o usuário precisar pensar muito para utilizar o seu produto, isso irá frustrá-lo.

Portanto, manter a simplicidade de início pode ser o segredo para o sucesso. Com o tempo, aprimora-se o serviço. Mas esse movimento só deve ser feito após a análise da métrica de sucesso e o cumprimento da mesma. Assim, se a meta era ter 500 usuários, por exemplo, somente depois de atingir esse número parte-se para a próxima camada de estratégia.

Além disso, outro estudo que deve estar presente durante as camadas de estratégia é o benchmarking atrelado ao levantamento de informações do mercado.

O lado do usuário

Tudo isso que mencionamos acima deve ser realizado sempre com o objetivo de satisfazer o usuário. Mas como saber o que o usuário quer? Através de dados e análises? Não. Através de pesquisas etnográficas, demográficas e entrevistas com algumas pessoas que ajudarão a compor a persona que represente o conjunto de atributos dos usuários.

Esse estudo de campo deve ser realizado com, no mínimo, 8 pessoas, de acordo com Alan Cooper. Entrevista-se pessoas que buscam o mesmo objetivo que o seu produto pode oferecer. Algumas pessoas podem ter objetivos primários em comum, ou secundários. Elas podem ter barreiras semelhantes que lhes impedem de cumprir aquele objetivo. O pesquisador deve sempre procurar entender o porquê, a razão de todas as respostas.

É importante notar que isso deve se dar como uma conversa, o pesquisador não anota nada durante a entrevista. Mas, após a mesma, faz-se uma tabulação das respostas para descobrir o que há de comum entre elas.

Ah, e os produtos e serviços devem ser sempre testados para o caso de ser necessário algum ajuste. Afinal, um dos princípios do UX é que o erro nunca é do usuário e sim do sistema.

Projetando para a experiência do usuário

Como já sabemos, design é projetar algo. Mas então como projetar a experiência do usuário? Bom, a experiência do usuário não pode ser projetada. Afinal, essa experiência vai depender do estado emocional e das circunstâncias que o envolvem no momento.

Assim, o designer irá projetar para a experiência do usuário, para que ocorra satisfação no processo independente de como o usuário se encontrava antes ou do seu estado de espírito.

Ainda é possível dizer que o designer irá projetar contêineres da experiência. Pois, ele projetará um espaço limitado onde ela acontecerá. Assim, se dá o Designer Centrado no Usuário no qual profissional se imagina no lugar do usuário.

Ilustrando

Uma persona quer fazer compras online, mas ainda tem algumas incertezas quanto à segurança no processo da compra. Portanto, essa persona procura um site que possa proporcioná-la um sentimento de confiança para encorajá-la à realizar a compra.

Dessa forma, o designer irá projetar um ambiente que possa atingir as expectativas desse usuário. Muitos são os recursos que podem ser utilizados e mecanismos que podem ser utilizado para evitar eventuais erros que podem ser cometidos pelo usuário; uma mensagem explicando como o processo funciona, imagens que acionam a ideia de segurança – como cadeados ao lado de senhas – processos que facilitem a correção e atualização de informações, enfim. São inúmeros processos.

Assim, mesmo as pessoas que não são tão inseguras sobre compras online, poderão experienciar um sentimento de bem-estar. Ou seja, o designer mirou no típico e buscou acertar o atípico.

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